Entre 1900 e 1905, o Brasil produzira 75,64% do café mundial, enquanto a borracha nativa produzida pelo Brasil correspondia, em 1910, a 88,20% do total mundial; mas já em 1920, dez anos depois, era a borracha cultivada que produzia 90,80% do total, contra os míseros 9,2% da nossa produção. O sonho da borracha se desvaneceria depressa, mas não o do café.
(Nelson Werneck Sodré. Literatura e história no Brasil contemporâneo, 1987.)
O historiador faz uma comparação entre duas atividades econômicas brasileiras importantes durante a Primeira República. Pode-se depreender de sua argumentação que a sobrevivência da importância do café nos mercados internacionais, comparativamente à crise da economia da borracha, deveu-se ao fato