“Entre os mais afeiçoados à ideia libertadora, figurava um alferes de cavalaria, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Era um homem pobre, de coração generoso, inteligência viva, amante do progresso, um autodidata, cheio de ardor e capaz de grandes empreitadas. (...) Não era nem sonhador, nem entusiasta vulgar. Tinha senso da realidade, espírito prático, realizador, produto que era de um meio, onde se cultivavam as letras, empreendiam--se organizações, lutava-se com a aspereza da terra e procurava-se disciplinar a fortuna. (...) Era o tipo representativo do brasileiro do século XVIII, cujas virtudes e qualidades os pósteros herdara, nos seus cometimentos e empresas pela libertação moral, intelectual e econômica do Brasil, entre os quais citamos José Bonifácio, Cairú, Mauá, Rebouças e tantos outros.”
(VIANA, Artur Gaspar. História do Brasil para a 3ª. série ginasial. São Paulo: Editora do Brasil, 1944, p. 336).
O texto acima é de um dos livros didáticos mais usados na década de 1940. Assim, pode-se corretamente assinalar que: