[...] era bastante comum às pessoas simplesmente pegarem o dinheiro de boas-vindas (100 marcos alemães, cerca de 60 dólares na época), dado pelo governo da RFA, e gastarem no supermercado mais próximo apenas para satisfazerem o ímpeto consumista. [...] durante os finais de semana do pós-queda [do Muro], era comum famílias do lado Leste irem para Berlim Ocidental apenas para caminhar pelas ruas. No decorrer dos dias, [um escritor] realizou diversas entrevistas com os moradores dos dois lados. E ele notou que, no início, muitos alemães orientais não queriam a reunificação, mas, sim, poder absorver o que de bom havia no lado Oeste. Eles não queriam desigualdade, mas liberdade. A vontade de muitos era preservar parte [de] “um revisionismo marxista, uma social-democracia” em contrapartida à frieza do capitalismo. Porém a questão não era assim tão simples. Havia as lideranças e organizações no lado Leste que defendiam a reunificação. Muitos sabiam que até certo ponto ela era, sim, inevitável. O problema era agora saber como ela se daria. (MOURA, 2012, p. 107).
O processo de reunificação da Alemanha se deu em um contexto mais amplo de transformações que ocorreram a partir de meados das décadas finais do século XX.
Em relação a esse processo, pode-se afirmar: