Escravo Isidoro
É noite,
Isidoro destramela
A porta da senzala
- lua clara,
Riscos de nuvens cobrem o pico do Itambé.
Isidoro
- dispara
Ele sabe dos fios das conversas,
Da arenga na boca das catas,
Ele sabe onde esconder o ouro
E camuflar o fisco.
O diamante é um sonho que escorrega pelas mãos,
A rebelião está armada
- meias palavras.
- portas fechadas.
Isidoro é chamado
A chibata come.
- Seu corpo é arrastado pelas ruas do Tejuco.
Fonte: VENTURA, Adão. Costura de nuvens – antologia poética. Sabará: Dubolsinho, 2006. P. 31.
O texto literário aborda uma forma de resistência negra à escravidão no Brasil, identifique-a