Esse movimento representou um dos mais decisivos pontos de mutação na história do espírito europeu, e estava plenamente cônscio de seu papel histórico. Desde o gótico, o desenvolvimento da sensibilidade não recebera um impulso tão forte, e o direito do artista de obedecer ao chamado de seus sentimentos e disposição pessoal provavelmente jamais fora enfatizado de maneira mais absoluta. O racionalismo, que acusava um avanço constante desde a Renascença e que o Iluminismo colocara numa posição de importância dominante em todo o mundo civilizado, sofreu o mais doloroso revés de sua história. Nunca se falara com tanto desdém da razão, da vivacidade e sobriedade de espírito, da vontade e capacidade de autodomínio.
(Arnold Hauser. História social da arte e da literatura, 1994. Adaptado.)
O texto refere-se ao movimento