Estamos comemorando o bicentenário do evento que ficou conhecido como Independência do Brasil. As festas cívicas no Brasil, e no mundo todo, são sempre rituais políticos. E nesse sentido, para responder a questãoque se segue, vamos tomar como base a Carta de Dom Pedro I a seu pai, rei de Portugal, Dom João VI, rompendo definitivamente com as Cortes de Lisboa e comunicando sua aclamação como Imperador:
(Disponível em https://artsandculture.google.com/asset/letterfrom-d-pedro-i-to-d-jo%C3%A3ovi/GQEiurMwqmPPFw?hl=pt-br, Acesso em: 08/10/2022)
Transcrição:
Rio, 23 de outubro de 1822. Meu Pai. O amor filial, que por todos os princípios tributo à Vosa [vossa], me obrigam a ir pelo modo, que me é possível, saber da saúde de vossa majestade em que tanto me interesso, como o devem fazer todos os filhos que amarem a seus pais, assim como eu. Vossa majestade saberá pelos papeis, que remeto inclusos, a alta dignidade a que fui elevado por unanime aclamação destes bons, leais e briosos, Povos a quem sou sobre maneira agradecido, por quererem, e de tanto sustentarem a mim, à minha imperial descendência, e à dignidade desta Nação de quem tenho a ventura de ser Imperador Constitucional de Defensor Perpetuo; e assim ter a Nação Portuguesa um asilo certo nas adversidades que lhes estão iminentes. Tenho a honra de ser com todo o respeito de vossa majestade. Filho mui afetuoso, e que, como tal lhe beija a Sua Real Mão, Pedro. P.S. Eis as armas do Império Brasílico
Como parte das comemorações dos 200 anos de independência do Brasil, o Ministério das Relações Exteriores trouxe ao Brasil o Coração de Dom Pedro I, conservado em formol há 187 anos. O Coração de Dom Pedro I, recebido com honrarias de Chefe de Estado, ficou exposto no Palácio do Itamaraty.
Refletindo sobre os atos comemorativos e o papel deles pelas sociedades do presente, é CORRETO afirmar: