Estudo com gêmeos revela os efeitos do espaço em nosso DNA:
Os irmãos Kelly se tornaram astronautas da Nasa, ao mesmo tempo, em 1996.
Em um experimento inédito chamado de Estudo dos Gêmeos, 12 universidades se debruçaram sobre as amostras do corpo dos dois para tentar entender como o corpo humano reage ao espaço.
Scotty Kelly ficou 340 dias na Estação Espacial Internacional. A ideia é que ele permanecesse fora do planeta por um intervalo equivalente à duração de uma missão a Marte. Por sorte, Scott
Kelly dividiu o útero e praticamente todo seu DNA com seu irmão Mark Kelly. Mark passou apenas 54 dias no espaço há mais de 10 anos, mas se aposentou para cuidar da esposa. Uma vez que estava na Terra, Mark automaticamente se tornou um “experimento de controle”. Com a exposição prolongada à radiação cósmica, os pesquisadores imaginavam impactos significativos no DNA de
Scott, comparado ao de Mark - só que a mudança não foi bem a que eles esperavam. À tese era que, com o estresse que o corpo sofre no espaço, junto com a radiação, as regiões terminais do DNA de Scott ficassem mais curtas do que o normal para a sua idade. Mas não foi o que aconteceu: enquanto ele estava no efspaço, essas regiões terminais do DNA cresceram e ficaram maiores do que os de Mark, na Terra.
Esse não foi o Único mistério genético que a pesquisa observou. A modificação covalente do DNA também mudou.
Esse processo acontece quando o corpo adiciona pequenos compostos orgânicos a diferentes áreas do DNA. Uma área com grande concentração desse composto, acreditam os pesquisadores, geralmente significa que os genes naquela região foram “desativados” pelo próprio corpo.
https://super.abril.com.br/ciencia/estudo-com-gemeos-revela-os- efeitos-do-espaco-no-nosso-dna/ - publicado em fevereiro de 2017.
Ao que se referem as regiões terminais do DNA e a modificação covalente do DNA, citadas no texto, respectivamente?