“... Eu escrevia peças e apresentava aos diretores de circo. Eles respondia-me:
_ É pena você ser preta.
Esquecendo eles que eu adoro a minha pele negra, e o meu cabelo rústico. Eu até acho o cabelo negro mais iducado do que o cabelo branco. Porque o cabelo de preto onde põe, fica. É obediente. E o cabelo de branco, é só dar um movimento na cabeça ele já sai do lugar. É indisciplinado. Se é que existe reencarnações, eu quero voltar sempre preta”. (Quarto de despejo: diário de uma favelada)
A expressão “Quarto de despejo”, no livro-diário de Carolina Maria de Jesus, refere-se: