Eu nada entendo da questão social.
Eu faço parte dela, simplesmente...
E sei apenas do meu próprio mal,
Que não é bem o mal de toda a gente,
Nem é deste Planeta... Por sinal
Que o mundo se lhe mostra indiferente!
E o meu Anjo da Guarda, ele somente,
É quem lê os meus versos afinal...
E enquanto o mundo em torno se esbarronda,
Vivo regendo estranhas contradanças
No meu vago País de Trebizonda...
Entre os loucos, os Mortos e as Crianças,
É lá que eu canto, numa eterna ronda,
Nossos comuns desejos e esperanças.
(A rua dos cataventos)
Leia as seguintes afirmações sobre o soneto V, de Mário Quintana, transcrito acima:
I. O eu-lírico demonstra seu desinteresse pela questão social em versos que abordam o tema do amor.
II. O texto, composto por versos livres, é um exemplo da poesia religiosa produzida pelo autor.
III. No poema, evidencia-se a valorização do devaneio e do mundo infantil.
Qual(is) está(ão) correta(s)?