[...]
Eu queria agradecer-te , Galileu,
a inteligência das coisas que me deste.
Eu,
e quantos milhões de homens como eu
a quem tu esclareceste,
ia jurar – que disparate, Galileu!
– e jurava a pés juntos e apostava a cabeça
sem a menor hesitação –
que os corpos caem tanto mais depressa
quanto mais pesados são.
Pois não é evidente, Galileu?
Quem acredita que um penedo caia
com a mesma rapidez que um botão de camisa ou que
um seixo da praia?
Esta era a inteligência que Deus nos deu.
[...]
Por isso, estoicamente, mansamente,
resististe a todas as torturas,
a todas as angústias, a todos os contratempos,
enquanto eles, do alto inacessível das suas alturas,
foram caindo,
caindo,
caindo,
caindo,
caindo sempre,
e sempre,
ininterruptamente,
na razão direta dos quadrados dos tempos.
(Um poema para Galileu, de Antônio Gedeão, Física na Escola, v.3, n.2, 2002, p.9-10)
Com base nos fragmentos do poema e desprezando a resistência do ar,
I - os corpos mais pesados caem mais depressa.
II - um penedo cai com a mesma rapidez que um botão de camisa.
III - a altura de um corpo em queda é proporcional ao quadrado do tempo.
IV - a velocidade de um corpo em queda é proporcional ao quadrado do tempo.
Está(ão) correta(s) apenas