“Falta de criação. Tinha lá culpa? O sarapatel se formara. O
cabo abrira caminho entre os feirantes que se apertavam
em redor: “Toca pra frente”. Depois surra e cadeia, por causa
de uma tolice. Ele, Fabiano, tinha sido provocado. Tinha ou
não tinha? Salto de reiúna em cima da alpercata.
Impacientara-se e largara o palavrão. Natural xingar a mãe
de uma pessoa não vale nada, porque todo mundo logo vê
que a gente não tem a intenção de maltratar ninguém. Um
ditério sem importância.”
RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. 53. ed. São Paulo: Record, 1984, p. 102
Vidas Secas é uma obra que ocupa relevante importância no Modernismo brasileiro.
Nesse livro, como ilustra o trecho acima, as inovações no campo da linguagem podem ser definidas da maneira que está expressa em