Faltou prudência ao ministro da Saúde, em setembro do ano passado, quando anunciou o fim do surto de febre amarela. Ele justificou dizendo que o último caso registrado havia ocorrido três meses antes, e agora se vê que cometeu um erro crasso. A razão é simples: aqueles três meses de inverno são os mais secos nas regiões afetadas, em especial o Sudeste do Brasil. Com menos chuvas, há menos água acumulada em ocos de árvores para a reprodução de mosquitos Haemagogus e Sabethes, transmissores do vírus da febre amarela entre macacos e, ocasionalmente, para seres humanos. Dito de outro modo, a diminuição de casos era apenas sazonal.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marceloleite/2018/01/1953985-ministro-errou-feio-ao-anunciar-fim-do-surto-defebre-amarela-em-2017.shtml.
O texto permite indicar o climograma da região explicitada.