Fez sinal para os dois esperarem do outro lado da rua, chegou para perto do portão da casa. Logo que se encostou, um grande cão se aproximou latindo. Pedro Bala amarrou um cordel no ferrolho do portão, enquanto o cão andava de um lado par outro, latindo baixo. [...] Treparam na gradezinha do muro. Pedro Bala puxou com o cordão o ferrolho, e o portão abriu. O Gato tinha ido para a esquina. O cão ao ver o portão aberto se precipitou para a rua, ficou remexendo uma lata de lixo. Pedro Bala e João Grande pularam o muro, cerraram o portão para que o cachorro não pudesse entrar, se adiantaram entre as árvores. Na janela iluminada da casa o vulto da mulher continuava a andar. João Grande disse baixinho:
– Tenho pena dela.
Jorge Amado, Capitães da Areia.
No caso do texto citado, a substituição, por sinonímia, de vocábulos como “cordel” e “cordão”, “cão” e “cachorro” é um recurso utilizado com a função de evitar repetições, ao mesmo tempo que preserva a