“‘filha’, ‘esposa’, ‘mãe’ há muito tempo deixaram de ser as únicas identificações valorizadas da mulher na sociedade. Já há algumas décadas reconhece-se que as brasileiras ultrapassaram os espaços tradicionalmente reservados ao dito ‘sexo frágil’ e desempenham, hoje, papéis e funções sequer sonhados por suas bisavós e avós. Foi uma longa estrada percorrida, com percalços e desvios que se mostra, aparentemente, sem volta. Junto com as mulheres, as famílias também mudaram, e de maneira muito rápida, se compararmos o século XX e início do XXI aos períodos anteriores” (SCOTT, Ana Silvia. O caleidoscópio dos arranjos familiares. In: PINKSY, Carla Bassanezi e PEDRO, Joana Maria (orgs.). Nova história das mulheres. São Paulo: Contexto, 2012, p. 15).
Em que momento da história política do Brasil o direito de voto se estende às mulheres?