Fim de feira
No hipersupermercado aberto de detritos,
ao barulhar de caixotes em pressa de suor,
mulheres magras e crianças rápidas
catam a maior laranja podre, a mais bela
batata refugada, juntam na calçada
seu estoque de riquezas, entre risos e gritos.
(Carlos Drummond de Andrade. As impurezas do branco, 2012.)
No poema, evidencia-se