Fiz uma canção para dar-te;
porém tu já estavas morrendo.
A Morte é um poderoso vento.
E é um suspiro tão tímido, a Arte...
[...]
E agora fecho grandes portas
sobre a canção que chegou tarde.
E sofro sem saber de que Arte
se ocupam as pessoas mortas.
Por isso é tão desesperada
a pequena, humana cantiga.
Talvez dure mais do que a vida.
Mas à Morte não diz mais nada.
MEIRELES, Cecília. Canção Póstuma. Retrato Natural. Disponível em: <http://www.citador.pt/poemas/cancao-postuma-cecilia-meireles>. Acesso em: 5 jul. 2014.
Esses versos de Cecília Meireles, dedicados ao marido,