Foi o estabelecimento dessa economia de escravos na mineração, na agricultura e na manufatura que permitiu o súbito florescimento da civilização urbana grega. A escravidão não era simplesmente uma necessidade econômica, era vital a toda vida política e social dos cidadãos. A polis clássica estava baseada na nova descoberta conceitual da liberdade, acarretada pela sistemática instituição da escravidão: o cidadão livre agora sobressaía plenamente contra o fundo de trabalhadores escravos.
(Perry Anderson. Passagens da Antiguidade ao Feudalismo, 1987. Adaptado.)
De acordo com o excerto, a escravidão, na Grécia Clássica,