Fragmento 1:
Fabiano atentou na farda com respeito e gaguejou, procurando as palavras de seu Tomás da Bolandeira:
− Isto é. Vamos e não vamos. Quer dizer. Enfim, contanto, etc. É conforme.
...
(...) Era bruto, sim senhor, nunca havia aprendido, não sabia explicar-se. Estava preso por isso? Como era? Então mete-se um homem na cadeia porque ele não sabe falar direito?
Fragmento 2:
(...) Ele nunca tinha ouvido falar em inferno. Estranhando a linguagem de Sinha Terta, pediu informações. Sinha Vitória, distraída, aludiu vagamente a certo lugar ruim demais, e como o filho exigisse uma descrição, encolheu os ombros.
...
(...) Não obteve resposta, voltou à cozinha, foi pendurar-se a saia da mãe: − Como é?
Sinha Vitória falou em espetos quentes e fogueiras.
− A senhora viu?
Aí Sinha Vitória se zangou, achou-o insolente e aplicou-lhe um cocorote.
O menino saiu indignado com a injustiça (...).
Ao ser indagada pelo menino mais velho sobre como era o inferno, Sinha Vitória definiu como “lugar ruim demais” com “espetos quentes e fogueiras”. A opção que justificaria Sinha Vitória ter aplicado um “cocorote” no filho é o fato de: