“Fui ver pretos na cidade
Que quisessem se alugar
Falei com essa humildade:
– Negros, querem trabalhar?
Olharam-me de soslaio,
E um deles, feio, cambaio,
Respondeu-me arfando o peito:
– Negro, não há mais, não:
Nós tudo hoje é cidadão.
O branco que vá pro eito”
Fonte: MATTOS, Hebe M. Das cores do silêncio – Os significados da liberdade no sudeste escravista, século XIX. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999, p. 243.
Sobre o texto e seu respectivo contexto, são feitas as seguintes afirmativas:
I. O poema foi escrito sob o ponto de vista dos ex-senhores de escravos.
II. “Negro” era sinônimo de escravo, fosse ele nascido na África ou não.
III. Pretos alforriados não trabalhavam para ex-senhores escravistas.
IV. Naquele momento não havia mais escravos no Brasil, sendo todos livres e cidadãos.
Está correto o que se afirma apenas em