Getúlio Vargas voltou pelo voto popular e apoiou-se nisso para se sustentar no poder. As palavras agora eram: “populismo”, “nacionalismo”, “imperialismo”. [...]
Na noite de 24 de agosto, vítima de uma estranha ansiedade, saiu de casa e embrenhou-se no escuro parque entre o Palácio do Catete e a avenida Beira-Mar.
Toda a nação esperava a reação de Getúlio Vargas ao manifesto [que estava ocorrendo].
Antônio escalou uma palmeira cuja copa ficava no nível da única janela iluminada, no terceiro andar do palácio.
Nem bem acomodou-se entre as folhas, ouviu um tiro.
Em seguida, as duas bandas da janela se abriram e ele viu uma sombra se contorcendo, querendo sair, mas presa em alguma coisa dentro do quarto. [...]
Era Getúlio! O “bom velhinho” era o Velho! O tempo todo! E eu sou uma besta!
JAF, Ivan. O vampiro que descobriu o Brasil. Nova edição rev. e amp. São Paulo: Ática, 2012. p. 90-92. (Memórias de Sangue)
Inserindo-se o fragmento na obra, é correto afirmar que Antônio Brás, à procura de destruir o vampiro que lhe tirara o prazer de saborear uma lasca de bacalhau frito no azeite com vinho, ao longo da narrativa,