Há fortes evidências de que a avaliação predominante na escola é aquela pontual, feita nos dias de prova,
nos dias de exame para atribuição de notas; dessa forma, o “erro” ganhou no universo escolar um lugar de
relevo, e avaliar passou a ser tarefa identificada como tarefa de correção. Assim, quando os alunos querem
saber se já avaliamos suas provas, nos perguntam simplesmente se já “corrigimos as provas”. De fato, o ato
de corrigir implica, naturalmente, o erro. Ou seja, professor e aluno já assumiram, mesmo que tacitamente,
o contrato de se fixarem no “erro”, “naquilo que precisa ser corrigido”. Assim é que, na correção dos
textos, cada um só tem olhos para os erros, para aquilo que constitui alguma violação.
SAMPAIO, Aline Fernanda Camargo. A avaliação no ensino de Língua Portuguesa. Conhecimento Prático Língua Portuguesa e Literatura, ed. 80, s/d, São Paulo, Editora Escala, p. 49, ano 8 (Fragmento adaptado).
A expressão “Assim é que” (linha 06) estabelece, entre o trecho negritado que a precede e o trecho negritado que a sucede, uma relação de sentido de