“Híbrida desde o início, a sociedade brasileira é de todas da América a que se constituiu mais harmoniosamente quanto às relações de raça: dentro de um ambiente de quase reciprocidade cultural que resultou no máximo de aproveitamento dos valores e experiências dos povos atrasados pelo adiantado; no máximo de contemporização da cultura adventícia com a nativa, da do conquistador com a do conquistado.”
FREYRE, Gilberto. Casa Grande e Senzala. Rio de Janeiro-Brasília: INLMEC, 1980, p. 91.
“É a esta passividade aliás das culturas negras e indígenas no Brasil que se deve o vigor com que a do branco se impôs e predominou inconteste, embora fosse muito reduzida, relativamente à das outras raças, a sua contribuição demográfica. O negro e o índio teriam tido certamente outro papel na formação brasileira, e um papel amplo e fecundo, se diverso tivesse sido o rumo dado à colonização (...).”
PRADO JR., Caio. Formação do Brasil contemporâneo. São Paulo: Companhia das Letras, 2011, p. 289.
Os textos acima tratam da formação da sociedade brasileira.
Quanto à participação sociocultural de brancos, negros e índios nesse processo, podemos dizer que os autores