I.
Como são belos os dias
Do despontar da existência!
— Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é — lago sereno,
O céu — um manto azulado,
O mundo — um sonho dourado,
A vida — um hino d‘amor!
ABREU, Casimiro de. Meus oito anos. Os melhores poemas de Casimiro de Abreu. Seleção de Rubem Braga. São Paulo: Global, 1994. p. 34. Direção de Edla van Steen.
II.
Prudêncio, um moleque de casa, era o meu cavalo de todos os dias; punha as mãos no chão, recebia um cordel nos queixos, à guisa de freio, eu trepava-lhe ao dorso, com uma varinha na mão, fustigava-o, dava mil voltas a um e outro lado, e ele obedecia, — algumas vezes gemendo, — mas obedecia sem dizer palavra, ou, quando muito, um — “ai, Nhonhô!” — ao que eu retorquia: — “Cala a boca, besta!”
ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas. 2. ed. São Paulo: FTD, 1992. p. 36.
ABREU, Casimiro de. Meus oito anos. Os melhores poemas de Casimiro de Abreu. Seleção de Rubem Braga. São Paulo: Global, 1994. p. 34. Direção de Edla van Steen.
II.
Prudêncio, um moleque de casa, era o meu cavalo de todos os dias; punha as mãos no chão, recebia um cordel nos queixos, à guisa de freio, eu trepava-lhe ao dorso, com uma varinha na mão, fustigava-o, dava mil voltas a um e outro lado, e ele obedecia, — algumas vezes gemendo, — mas obedecia sem dizer palavra, ou, quando muito, um — “ai, Nhonhô!” — ao que eu retorquia: — “Cala a boca, besta!”
ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas. 2. ed. São Paulo: FTD, 1992. p. 36.
II.
Prudêncio, um moleque de casa, era o meu cavalo de todos os dias; punha as mãos no chão, recebia um cordel nos queixos, à guisa de freio, eu trepava-lhe ao dorso, com uma varinha na mão, fustigava-o, dava mil voltas a um e outro lado, e ele obedecia, — algumas vezes gemendo, — mas obedecia sem dizer palavra, ou, quando muito, um — “ai, Nhonhô!” — ao que eu retorquia: — “Cala a boca, besta!”
ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas. 2. ed. São Paulo: FTD, 1992. p. 36.
ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas. 2. ed. São Paulo: FTD, 1992. p. 36.
Considerando-se os textos I e II (o segundo contextualizado na obra), é correto afirmar: