Icó, Ceará, 1866. A multidão cerca a delegacia. Entre eles, pequenos agricultores, funcionários públicos e autoridades locais, incluindo o Juiz de Paz e um subdelegado. Exigem a “libertação” de morador da vila que havia sido “capturado para recruta”. Pouco tempo depois, atacam o prédio, matam dois soldados, ferem o chefe de polícia, libertam o recruta e desfilam em triunfo pelas ruas. Pau d’Alho, Pernambuco, 1867. Um grupo de mais duzentos homens armados ocupa a cadeia pública, libertando 31 recrutas e todos os demais presos que ali se achavam. Em ambos os casos os recrutados haviam sido aprisionados para serem enviados ao Exército, com o intuito de servir na Guerra do Paraguai.
IZECKSOHN, Vitor in SALLES, Ricardo. Negros Guerreiros. Nossa História, n° 13, novembro de 2004. Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, 2004. p. 31.
O relato expõe uma das formas de alistamento de combatentes para a Guerra do Paraguai, revelando