“Com a queda do velho Lemos, no Pará, os Alcântaras se mudaram da 22 de Junho para uma das três casas iguais, a do meio, de porta e duas janelas, n.º 160, na Gentil Bittencourt. Era no trecho em que passava o trem, atrás do quartel do 26 de Caçadores. O toque de alvorada acordava o seu Virgílio para a Alfândega...”
(Dalcídio Jurandir em Belém do Grão-Pará.)
O excerto acima, quando lido com o merecido cuidado, evidencia:
I – A trajetória da família Alcântara sintetiza a decadência da classe média urbana da Amazônia no período posterior à Era da Borracha;
II – O texto explora exclusivamente o drama de Antônio e Libânia, que representam os migrantes interioranos que, diferentemente de Alfredo, vêm tentar a sorte na capital;
III – O endereço da Gentil Bittencourt é a morada dos Alcântara durante toda a narrativa de Dalcídio Jurandir; depois de experimentarem a decadência, a família de dona Inácia fixa-se definitivamente naquele endereço;
IV – Segundo o crítico paraense Benedito Nunes, com o romance Belém do Grão-Pará, publicado em 1960, Dalcídio Jurandir introduz no cenário da Literatura Brasileira a Amazônia urbana, espaço quase que totalmente ignorado pelos brasileiros.
Estão corretos apenas os itens: