“Em meio a maior seca, a transposição do Rio São Francisco divide nordestinos (...) A obra já custou em torno de 9,6 bilhões à União e, em paralelo à disputa política que marca a chegada das águas do rio aos canais e barragens da transposição, desenrola-se outra menos visível, entre as populações ao longo do trajeto da obra, atingidas pela seca mais severa em pelo menos 50 anos no Nordeste, que dura pelo menos cinco anos” (Folha de S. Paulo, 19/03/2017). Se por um lado, a matéria jornalística chama a atenção para as tensões que a transposição provoca entre os nordestinos, de outro lado, põe em evidência um fenômeno central que tangencia todas as questões em torno da transposição do rio: a seca na região Nordeste do país.
Sobre a seca na história do Ceará e suas implicações nas formas de organização urbana da cidade de Fortaleza, pode-se afirmar que