"Monstroristas", "mautoristas", "frustrados que compraram carro para respirar fumaça", "covardes". É assim que ciclistas engajados na defesa do uso de bicicleta como meio de transporte urbano chamam motoristas de carros, ônibus e afins.
O atropelamento de ciclistas em Porto Alegre na semana passada acirrou os ânimos desse grupo, que reagiu com "bicicletadas" de protesto.
O paulistano Renato Zerbinato, 34, se envolveu com o cicloativismo há dois anos, após se mudar para Brasília, cidade que define como "extremamente hostil" aos ciclistas devido às vias rápidas.
Ele vê uma "guerra velada" entre ciclistas e motoristas, que, reclama, não costumam respeitar a distância de 1,5 m do ciclista e o direito de bicicletas e carros dividirem a pista, previstos no Código Brasileiro de Trânsito.
(Folha de São Paulo, 09/03/2011.)
Considere as afirmações:
I – Por associação a outras palavras que também empregam o sufixo “-ada”, um leitor incauto poderia imaginar que “bicicletada” significa “usar a bicicleta como arma para golpear alguém”.
II – Se optasse pelo mesmo processo de formação de “monstroristas” e “mautoristas” para relatar um atropelamento provocado por um condutor embriagado, o jornalista poderia usar o neologismo "alcooltecimento".
III – O substantivo “cicloativismo”, no contexto em que ocorre, sugere ideia de “intervalo”, “período”, indicando que movimentos engajados, como o mencionado na notícia, são esporádicos.
Está(ão) correta(s):