(...)
Não lembra o canavial
então as praças vazias:
não tem, como têm as pedras,
disciplina de milícias.
É solta sua simetria:
como a das ondas na areia
ou as ondas da multidão
lutando na praça cheia.
Então, é de praça cheia
que o canavial é a imagem:
veem-se as mesmas correntes
que se fazem e desfazem,
voragens que se desatam,
redemoinhos iguais,
estrelas iguais àquelas
que o povo na praça faz.
(O Vento no Canavial, de João Cabral de Melo Neto)
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