“No dia dois de setembro de 2015, na — praia Ali Hoca, em Bodrum, na Turquia, a * fotojornalista Nilúfer Demir fotografou o
pequeno corpo afogado do menino Aylan Kurdi. Com dois anos de idade, Aylan morreu junto com seu irmão, Galip, com cinco anos, sua mãe, Rehan, com 27 anos e outras duas pessoas que, num barco inflável, tentavam alcançar a ilha grega de Kos. [..] A fortuna das [...] imagens de Demir lastreia-se não no seu conteúdo, mas na forma
como esse conteúdo foi apresentado. Para compreendermos o funcionamento das imagens em nossa sociedade é preciso, pois, tratar primeiramente daquilo que só as imagens possuem e que não poderia ser substituído por palavras, porque são suas características específicas — as qualidades estéticas.”
Fonte: LIMA, Solange Ferraz de; CARVALHO, Vánia Carneiro de. Circuitos e potencial icônico da fotografia: o caso Aylan Kurdi, Estudos Ibero-Americanos, n. 44 (1), 2018.
As imagens de Aylan Kurdi, por suas “qualidades estéticas”, tornaram-se símbolo de um fenômeno social contemporâneo e influenciaram a opinião pública global sobre esse fenômeno. Indique-o: