Se a injustiça faz parte do atrito necessário à máquina do governo, deixemos que assim seja: talvez amacie com o passar do tempo. Deixemos que nossas vidas sejam um antiatrito capaz de deter a máquina. O que devemos fazer, de qualquer maneira, é verificar se não nos estamos prestando ao mal que condenamos.
Henry D. Thoreau. A desobediência civil. Porto Alegre: L&PM (com adaptações).
Considerando a série Os desastres da guerra, de Francisco Goya, cuja gravura E não há remédio é apresentada, bem como o texto precedente, de H. D. Thoreau, julgue os seguintes itens.
Considerando-se o que afirma H. D. Thoreau a respeito do antiatrito, depreende-se que a gravura E não há remédio reflete o antiatrito de Goya às injustiças da guerra, favorecendo ao espectador reflexões sobre a realidade do contexto em que está inserido.