Sobre o homem no retrato, escreveu José Miguel Wisnik:
O funcionário de Estado quebrou a lei de silêncio que cerca o poder, o alcance e a prática da manipulação de informações sobre pessoas e instituições, sobre indivíduos e Estados, organismos e corporações, pelo império norte-americano. Essa é mais uma das encruzilhadas indecidíveis do contemporâ- neo: a internet é, do ângulo visível, uma centrifugadora espiralada, irradiante, espalhada e espalhafatosa, o que a torna uma arma de liberdade e de corrosão de poderes, ao mesmo tempo em que é a máquina centrípeta, concentracionária, secreta, de controle potencial invisível sobre o total das mensagens em jogo, da parte de quem o detém.
[...]é um desses que juntam os dois polos desencapados, metendo-se numa encrenca em macroescala: o mais-um, o qualquer um que se torna o inimigo Número Um ao trazer a público aquilo que deve passar em silêncio. Não é à toa que seja tratado como o terrorista da vez [...].
Fonte: O Globo, 24/08/2013.
Identifique corretamente o homem em questão.