Incorporar terras e populações distantes foi, muito possivelmente, a principal atividade do Estado central brasileiro durante a República Velha. Expandir o controle do Estado sobre aquelas terras exporia seus moradores à nação brasileira litorânea e conduziria, por fim, à transformação daquela gente em brasileiros modernos.
Médicos e cientistas como Oswaldo Cruz e Carlos Chagas empenharam-se em aprimorar a nação melhorando a saúde dos cidadãos. Convictos de que os brasileiros não estavam condenados à perpétua inferioridade racial, argumentaram que, na verdade, os problemas da nação eram o atraso, a pobreza e a natureza enfermiça de sua população, decorrentes de doenças que poderiam ser erradicadas. Os brasileiros não eram inerentemente inferiores, apesar do que afirmavam os intelectuais europeus.
(Todd A. Diacon. Rondon: o marechal da floresta, 2006. Adaptado.)
Na concepção do autor, no início da República, o Estado brasileiro