Inexiste nação sem criação nacional, sem literaturas e artes livres, sem estruturas de comunicação, sem caminhos, meios de informação, escolas e universidades, sem uma vontade de intervir harmoniosamente sobre o meio ambiente, sem técnicas, sem humanizar a paisagem derredor. A nação é, então, uma vontade de ser desde um marco sócio geográfico e uma história a reconfigurar. Para o exterior a nação é um debate pendente para com outras nações e, para dentro, é confrontar-se a um destino, a uma ação libertária como um árduo trabalho, sempre inconcluso, de organização prática dos despossuídos. A nação é assim um conceito perigoso, é uma vontade. Somos o que habitamos a nação e também uma indagação pelos que não têm nação, os excluídos de toda nação.
VERNIK, E. La nación que somos. In: VERNIK, Esteban et al. Qué es una nación: la pregunta de Renan revisitada. Buenos Aires: Prometeo Libros, 2004, p. 22. (Adaptado).
De acordo com o texto, assinale a alternativa que melhor explica o sentido de nação formulado por Vernik.