Infantil
O menino ia no mato
e a onça comeu ele.
Depois o caminhão passou por dentro do corpo do menino
e ele foi contar para a mãe.
A mãe disse: mas se a onça comeu você, como é que
o caminhão passou por dentro do seu corpo?
É que o caminhão só passou renteando meu corpo
e eu desviei depressa.
Olha, mãe, eu só queria inventar uma poesia.
Eu não preciso de fazer razão.
(Manoel de Barros)
Considere as seguintes afirmações sobre o poema:
I. Nos quatro primeiros versos, apresenta-se uma situação que remete ao universo de fantasia da criança.
II. No diálogo entre o menino e sua mãe, é flagrante o contraste entre a lógica do adulto e a capacidade imaginativa da criança.
III. A fala final do menino permite associar o poder de livre criação comum às crianças à liberdade criativa própria do discurso poético.
É correto o que se afirma