INFORMAÇÃO VISUAL E INFORMAÇÃO NÃO VISUAL
A leitura não é uma atividade meramente visual. O acesso à informação visual, isto é, à informação percebida, captada pelos olhos, é obviamente necessário mas não suficiente.
Como sugere Smith (1989), podemos, por exemplo, estar enxergando perfeitamente um texto e, ainda assim, não conseguirmos lêlo por estar escrito em uma língua que não conhecemos. Esse conhecimento da língua é imprescindível e já devemos possuí-lo antes de nos empenharmos na leitura do texto. Ele faz parte do conhecimento que possuímos estocado na memória, ao qual damos o nome de conhecimento prévio ou informação não visual. Além do conhecimento da língua, outros tipos de informação não visual são igualmente importantes na leitura. Por exemplo, o conhecimento sobre o assunto de que trata o texto. É possível que um leitor não consiga ler um texto que, embora escrito numa língua que ele domina, trate de assunto sobre o qual ele não tem informações. Também nesse caso diríamos que lhe falta informação não visual adequada. Na verdade, a informação não visual que utilizamos na leitura compreende tanto o conhecimento da língua e do assunto sobre o texto, como também todo e qualquer outro conhecimento que possuímos e que compõe a nossa teoria de mundo.
(FULGÊNCIO, Lúcia; LIBERATO, Yara. Como facilitar a leitura. São Paulo: Contexto, 2006)
A afirmativa que não faz parte da argumentação em defesa da principal ideia no texto é: