— Inocência!...Inocência!...chamou com voz sumida, mas ardente e cheia de súplica. Ninguém lhe respondeu.
— Inocência, implorou o moço, olhe...abra, tenha pena de mim...Eu morro por sua causa...
Depois de breve tempo, que para Cirino pareceu um século, descerrou-se a medo a janela, e apareceu a moça toda assustada, sem saber por que razão ali estava nem explicar tudo aquilo.
Parecia-lhe um sonho.
Quis, entretanto, dar qualquer desculpa à situação e, fingindo-se admirada, perguntou muito baixinho e a balbuciar:
— Que vem...mecê...fazer aqui? ...já...estou boa.
Da parte de fora, agarrou-lhe Cirino nas mãos.
— Oh! disse ele com fogo, doente estou eu agora... Sou eu que vou morrer...porque você me enfeitiçou, e não acho remédio para o meu mal.
TAUNAY, Visconde de. Inocência. São Paulo: Ática, 1996, p. 94-95.
Depois de breve tempo, que para Cirino pareceu um século, descerrou-se a medo a janela, e apareceu a moça toda assustada, sem saber por que razão ali estava nem explicar tudo aquilo.
Parecia-lhe um sonho.
Quis, entretanto, dar qualquer desculpa à situação e, fingindo-se admirada, perguntou muito baixinho e a balbuciar:
— Que vem...mecê...fazer aqui? ...já...estou boa.
Da parte de fora, agarrou-lhe Cirino nas mãos.
— Oh! disse ele com fogo, doente estou eu agora... Sou eu que vou morrer...porque você me enfeitiçou, e não acho remédio para o meu mal.
TAUNAY, Visconde de. Inocência. São Paulo: Ática, 1996, p. 94-95.
Parecia-lhe um sonho.
Quis, entretanto, dar qualquer desculpa à situação e, fingindo-se admirada, perguntou muito baixinho e a balbuciar:
— Que vem...mecê...fazer aqui? ...já...estou boa.
Da parte de fora, agarrou-lhe Cirino nas mãos.
— Oh! disse ele com fogo, doente estou eu agora... Sou eu que vou morrer...porque você me enfeitiçou, e não acho remédio para o meu mal.
TAUNAY, Visconde de. Inocência. São Paulo: Ática, 1996, p. 94-95.
O fragmento em destaque faz parte de uma narrativa do Romantismo e apresenta, predominantemente, um dos traços marcantes desse estilo de época, que é