Inspirado nos manifestos modernistas de Oswald de Andrade divulgados na década de 1920, o movimento criou uma estética antropofágica contemporânea, que procurava deglutir os movimentos de vanguarda vindos de fora do “primitivismo” da cultura popular brasileira, a partir de uma relação de contrastes entre o moderno e o arcaico, o místico e o industrializado, o primitivo e o tecnológico. Suas alegorias e sua linguagem metafórica criavam um humor crítico, que tentava superar a polarização entre as posições estéticas da cultura engajada e as da cultura de massa.
(Antonio C. Brandão e Milton F. Duarte. Movimentos culturais de juventude, 2004. Adaptado.)
No Brasil da década de 1960, esse movimento que “tentava superar a polarização” entre a cultura politizada e a de consumo foi