UFRGS 2026 · Questão 14
Instrução: As questões 09 a 15 estão relacionadas ao texto abaixo. As línguas são fascinantes. Não há aspecto delas que não nos maravilhe, seja sua enorme complexidade estrutural e social, seja sua imensa heterogeneidade, seja ainda o fato de que são realidades com história. Mudam constantemente no eixo do tempo, e essas mudanças não se dão nem para melhor, nem para pior; as línguas não melhoram, mas também não decaem elas simplesmente mudam. Por outro lado, as línguas estão intimamente atadas às dinâmicas histórico-políticas e às construções imaginário-ideológicas das sociedades são faladas. Em outros termos, as línguas não existem em si e por si; elas não são entidades autônomas as línguas são elas e seus falantes; elas e as sociedades as falam. Daí decorre o fato são muitas as perspectivas se pode investigar a história de uma língua. A mais comum tem sido a que procura descrever as mudanças dos diversos subsistemas que compõem sua organização estrutural sua fonologia, sua sintaxe, sua morfossintaxe e seu léxico. Esse tipo de estudo histórico-linguístico costuma ser designado de história interna. Há outro tipo de abordagem histórica. É essa abordagem que exploramos ao observar como uma variedade linguística românica que emergiu do latim falado no noroeste da Península Ibérica – área que compreende hoje aproximadamente os territórios da Galiza e do norte de Portugal se expandiu para o sul, ocupando toda a faixa ocidental da península; e, posteriormente, na esteira da expansão marítima e do colonialismo português, deixou fronteiras europeias, instalando-se na Ásia, na África e na América, e é hoje uma língua internacional. Que circunstâncias históricas favoreceram essa sucessiva expansão e que consequências sociopolíticas advieram delas? Como essa língua se tornou objeto de discursos (proféticos, inclusive) e que narrativas a vêm acompanhando ao longo de sua história? Que mitos se forjaram sobre ela e como persistem no tempo? Tentar responder a essas perguntas relacionadas à história da língua portuguesa é o que poderíamos chamar de sociopolítica. Muitos são os caminhos que se podem tomar para desenvolver esse tipo de história, desde o fundado no que o historiador britânico Peter Burke (2010) designou de topos do orgulho, até um olhar que privilegia a suspeita e a crítica das narrativas em uma diversidade de opiniões e concepções sobre a língua portuguesa. Adaptado de: FARACO, C. A. Apresentação. História sociopolítica da língua portuguesa. São Paulo: Parábola Editorial, 2016.
14. Na coluna da esquerda abaixo, estão listados sinais de pontuação e marcações gráficas; na da direita, o sentido ou a função que expressam no contexto em que ocorrem.
Associe corretamente a coluna da direita à da esquerda.
() Travessão (l. 09)
() Ponto e vírgula (l. 16, 17)
() Segunda ocorrência de vírgula (l. 38)
() Parênteses (l. 45)
1 - Enumerar orações coordenadas.
2 - Inserir um comentário elucidativo.
3 - Separar termos de mesma função sintática.
4 - Deslocar um adjunto.
5- Realçar um termo.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Resolução passo a passo com explicação detalhada
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