INSTRUÇÃO: Leia as passagens abaixo de Banzo, conto do escritor mato-grossense Ricardo Guilherme Dicke, e responda às questão.
Às vezes surgem precateiros de carabina, como eu, em grupos. Para do seu couro fazer bolsas, cintos,
sapatos na cidade, mas a mim não pegam nunca. Sou o rei. Sou crocodilo, sou jacaré. Do fundo do coração dos
crocodilos surge a cidade sagrada de Tijuanaco, nas portas da Bolivia dos Andes. Grande, esta se comunica com o
mar de Xaraiés. Havia na entrada do porto a estátua enorme do simbolo do Egito. Para falar a minha profissão é de
caçador de jacarés: eis-me vestido de roupa de caçadores, com minhas botas, minhas cartucheiras, minha carabina,
[5] meus olhos que vêem tudo, mas uma noite eu tive um sonho: de todos os jacarés que havia matado e meu coração
se constrangeu: mudei.
Virarei jacaré. Crocodilo ou jacaré ou caiman ou aligator? Que importa? [...]
Quando vi Ojerona, a deusa das águas, cercada de fadas, devas e sereias em companhia da Mãe D'Água,
parei de matar jacarés e matei o meu primeiro caçador de jacarés. Matei muitos desde então. Ojerona é linda e
[10] fascina os homens, ela com seu marido, o deus-peixe Oannes...
(CARRACEDO, M.T.€. (Org.) Fragmentos da alma mato-grossense. Cuiabá: Entrelinhas, 2003, p. 129 e 130.)
Dicke constrói em seu texto uma utopia como resposta à degradação do meio ambiente. Para a construção de sua utopia, o autor NÃO evidencia