Interessante ressaltar é que o desvio empreendido por Manoel de Barros abrange vários planos da língua. Em seus versos, o poeta subverte a sintaxe, criando construções que não respeitam as normas da língua padrão; brinca com a morfologia, criando constantemente vocábulos novos; explora a fonética, valorizando a beleza dos sons das palavras; e, principalmente, abusa da semântica, buscando aproveitar ao máximo as possibilidades de sentido das palavras e enunciados.
ZANARDI, Juliene Kely. “O delírio do verbo: a agramática de Manoel de Barros”. In: <http://www.filologia.org.br/xvcnlf/tomo3/178.pdf>.
Assinale a alternativa em que, no livro Menino do mato, de Manoel de Barros, a palavra “rio(s)” desvia-se de seu sentido habitual e apresenta um sentido conotativo.