JACOB GORENDER (historiador):
Eu acho que UTOPIA pode levar ao desastre. Que utopia é isso: o cara chega ao poder e ele quer botar a sociedade dentro da roupa que ele talhou, então, se a mão é muito comprida, ele corta a mão. É o Leito de Procusto, não é? E um utopista pode ser implacável. Stalin foi utopista. Pol Pot também foi utopista. Matou 2000000 de cambojanos para talhar a sociedade cambojana num modelo igualitário, que era dele e dos seus comparsas.
FRANKLIN MARTINS:
Eu tenho um amigo que, em oitenta e pouco, depois de ter visitado a União Soviética, me disse uma coisa que me marcou muito na época. Ele disse: “Franklin, eu precisei tirar uma fotocópia lá, em Moscou, e não conseguia. Não era autorizado”. E ele me dizia: “É um regime que não consegue viver com a máquina xerox; tem seus dias contados”. Eu, na época, eu não dei muita pelota pra isso não, mas eu acho que ele tava certo. A dificuldade de circulação da informação no fundo é o seguinte: as limitações enormes, entende, no processo de debate democrático e formulação democrática e construção de maioria dentro da sociedade tornava aquilo tudo muito frágil. Eu acho que 89 acabou confirmando o que foi muito difícil dentro da utopia pela qual nós havíamos lutado.
MUK TSUR (dirigente do movimento de Kibutz):
Eu, como judeu, tenho fé que este mundo tem que reparar-se. Eu, como socialista, penso que este mundo ainda não chegou aonde pode chegar. E espero que esta família de homens vai resistir à crise da utopia. E creio que para isso necessita ver o que é a distopia, conhecer intimamente o barbarismo e criar uma nova forma de reagir, que começa com o diálogo entre duas pessoas...três pessoas...cinco pessoas....
UTOPIA E BARBÁRIE. Direção: Silvio Tendler. Intérpretes: Chico Diaz, Letícia Spiller e Amir Haddad. Roteiro: Silvio Tendler. Música: Caíque Botkay, Bnegão, Marcelo Yuka, Cabriêra. Brasil. Produção: Calitan Produções Cinematográficas. 2010. 1 DVD (120min). Color.
FRANKLIN MARTINS:
Eu tenho um amigo que, em oitenta e pouco, depois de ter visitado a União Soviética, me disse uma coisa que me marcou muito na época. Ele disse: “Franklin, eu precisei tirar uma fotocópia lá, em Moscou, e não conseguia. Não era autorizado”. E ele me dizia: “É um regime que não consegue viver com a máquina xerox; tem seus dias contados”. Eu, na época, eu não dei muita pelota pra isso não, mas eu acho que ele tava certo. A dificuldade de circulação da informação no fundo é o seguinte: as limitações enormes, entende, no processo de debate democrático e formulação democrática e construção de maioria dentro da sociedade tornava aquilo tudo muito frágil. Eu acho que 89 acabou confirmando o que foi muito difícil dentro da utopia pela qual nós havíamos lutado.
MUK TSUR (dirigente do movimento de Kibutz):
Eu, como judeu, tenho fé que este mundo tem que reparar-se. Eu, como socialista, penso que este mundo ainda não chegou aonde pode chegar. E espero que esta família de homens vai resistir à crise da utopia. E creio que para isso necessita ver o que é a distopia, conhecer intimamente o barbarismo e criar uma nova forma de reagir, que começa com o diálogo entre duas pessoas...três pessoas...cinco pessoas....
UTOPIA E BARBÁRIE. Direção: Silvio Tendler. Intérpretes: Chico Diaz, Letícia Spiller e Amir Haddad. Roteiro: Silvio Tendler. Música: Caíque Botkay, Bnegão, Marcelo Yuka, Cabriêra. Brasil. Produção: Calitan Produções Cinematográficas. 2010. 1 DVD (120min). Color.
MUK TSUR (dirigente do movimento de Kibutz):
Eu, como judeu, tenho fé que este mundo tem que reparar-se. Eu, como socialista, penso que este mundo ainda não chegou aonde pode chegar. E espero que esta família de homens vai resistir à crise da utopia. E creio que para isso necessita ver o que é a distopia, conhecer intimamente o barbarismo e criar uma nova forma de reagir, que começa com o diálogo entre duas pessoas...três pessoas...cinco pessoas....
UTOPIA E BARBÁRIE. Direção: Silvio Tendler. Intérpretes: Chico Diaz, Letícia Spiller e Amir Haddad. Roteiro: Silvio Tendler. Música: Caíque Botkay, Bnegão, Marcelo Yuka, Cabriêra. Brasil. Produção: Calitan Produções Cinematográficas. 2010. 1 DVD (120min). Color.
UTOPIA E BARBÁRIE. Direção: Silvio Tendler. Intérpretes: Chico Diaz, Letícia Spiller e Amir Haddad. Roteiro: Silvio Tendler. Música: Caíque Botkay, Bnegão, Marcelo Yuka, Cabriêra. Brasil. Produção: Calitan Produções Cinematográficas. 2010. 1 DVD (120min). Color.
Indique com V as afirmativas verdadeiras e com F, as falsas, de acordo com as falas transcritas e/ou o filme em sua totalidade.
( ) O documentário de Tendler constitui uma narrativa de cinema que dá sinais de que as injustiças sociais se acirraram a partir da segunda metade do século XX.
( ) Os movimentos de contestação ocorridos no mundo na segunda metade do século XX e que atravessaram períodos distintos da história oficial foram esmagados pela barbárie de governos totalitários.
( ) As utopias cumprem o papel de denunciar injustiças sociais e políticas e de mobilizar a consciência revolucionária do homem.
( ) A presença de personagens da história oficial do início do século XXI na narrativa deixa evidente a ideia de ruptura da barbárie e, como tal, algo novo e diferente da tradição enfocada no filme.
( ) A ideologia totalitarista, que se reduz à lógica de uma ideia, expõe o homem a um futuro imprevisível, mas uma ruptura e o início de um novo tempo são sugeridos no final.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a