Juca Pirama
I.
No meio das tabas de amenos verdores,
Cercadas de troncos – cobertos de flores,
Alteiam‐se os tetos d’altiva nação;
São muitos seus filhos, nos ânimos fortes,
Temíveis na guerra, que em densas coortes
Assombram das matas a imensa extensão. [...]
IV.
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi:
Sou filho das selvas,
Nas selvas cresci;
Guerreiros, descendo
Da tribo tupi.
Da tribo pujante,
Que agora anda errante
Por fado inconstante,
Guerreiros, nasci;
Sou bravo, sou forte,
Sou filho do Norte;
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi.
(Disponível em: http://www.biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://www.biblio.com.br/conteudo/GoncalvesDias/IJucaPirama.htm)
IV.
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi:
Sou filho das selvas,
Nas selvas cresci;
Guerreiros, descendo
Da tribo tupi.
Da tribo pujante,
Que agora anda errante
Por fado inconstante,
Guerreiros, nasci;
Sou bravo, sou forte,
Sou filho do Norte;
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi.
(Disponível em: http://www.biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://www.biblio.com.br/conteudo/GoncalvesDias/IJucaPirama.htm)
Este poema é uma espécie de síntese do indianismo de Gonçalves Dias, famoso escritor e teatrólogo brasileiro, e tem como tema central o drama vivido pelo último descendente da tribo tupi, uma das mais conhecidas tribos nativas do Brasil. Ao analisar a poesia, mas tendo em vista a realidade indígena do Brasil principalmente nos tempos da colonização, é correto afirmar que