Lê-se esta passagem no prefácio que o poeta Álvares de Azevedo escreveu para sua obra Lira dos vinte anos:
O poema então começa pelos últimos crepúsculos do misticismo brilhando sobre a vida como a tarde sobre a terra. A poesia puríssima banha com seu reflexo ideal a beleza sensível e nua.
Depois a doença da vida [...] descarna e injeta de fel cada vez mais o coração. Nos mesmos lábios onde suspirava a monodia amorosa, vem a sátira que morde.
Nessa passagem, o poeta romântico está considerando