Leia agora o soneto “As Catedrais”, de Gomes Leal:
Como vos amo ver, ó catedrais, sozinhas,
A recortar o azul das noites consteladas...
Erguidos coruchéus, místicas andorinhas
– Ó grandes catedrais do sol ensanguentadas!
Como vos amo ver, pombas alvoroçadas,
Ogivas ideais, anjos de puras linhas,
Catacumbas sem luz, aonde embalsamadas
Dormem, de mãos em cruz, as santas e as
rainhas!
Em vão olhais o Céu, sagradas epopeias!
Flores de renda e luz, de incenso e aromas
cheias,
Aves celestiais, banhadas da manhã!
Em vão santos e reis, ó monges dos desertos,
Em vão, em vão rezais, sobre os livros abertos
– O Céu, por que chorais, é uma ficção cristã!
Assinale a afirmativa CORRETA a respeito do poema e suas relações com o Realismo português: