Leia alguns versos do poema “Os sapos”, de Manuel Bandeira, declamado na Semana de Arte Moderna de 1922 por Ronald de Carvalho.
Os sapos
“ Enfunando os papos,
saem da penumbra,
Aos pulos, os sapos.
A luz os deslumbra.
[...]
O sapo-tanoeiro,
Parnasiano aguado,
Diz: ─ "Meu cancioneiro
É bem martelado.
[...]
Vai por cinquenta anos
Que lhes dei a norma:
Reduzi sem danos
A formas a forma
Clame a saparia
Em críticas céticas:
Não há mais poesia
Mas há artes poéticas..."
Assinale a alternativa que se aplica aos versos anteriores.