Leia atentamente o texto adaptado e responda à questão proposta sobre a cidadania e os limites da democracia na Grécia antiga.
“As cidades-estados como Esparta e Atenas tinham, na época clássica, diferentes tipos de educação. Esparta considerava todas as outras atividades estranhas à guerra — agrícolas, comerciais, industriais ou artesanais — indignas de homens livres. Ali, apenas a guerra, e a sua consequente preparação, prestigiava e dignificava os cidadãos. Já em Atenas, a formação não se centrou exclusivamente no treino físico e preparação militar, mas evoluiu para um sistema educativo que visava o desenvolvimento harmônico das faculdades. A evolução dos atenienses no sentido da democracia valorizou, por exemplo, os atos de fala em Assembleias, constituídas por todos os cidadãos. Dava assim vantagens aos mais capazes e educados na política, vista como um processo de educação por artes, poesia e teatro. Curioso paradoxo: a ampla educação ateniense nasce da necessidade em um Estado democrático, mas a sua clientela reduz-se aos jovens provenientes dos meios mais abastados. Contribui-se, assim, para acentuar o desequilíbrio social, já que esta educação colocava nas mãos dos que possuíam mais recursos econômicos uma técnica que lhes permitia persuadir e consequentemente dominar os “Demos”, que eram subdivisões das Pólis.”
Fonte: Texto adaptado. FERREIRA, José Ribeiro. “Educação em Esparta e Atena”. In LEÃO, Delfin e outro. Cidadania e Paideia na Grécia Antiga. Coimbra: Centro de Estudos Clássicos e Humanista da Universidade de Coimbra, 2010, p. 12-45
Baseado no texto e nos seus conhecimentos sobre a questão da cidadania, da educação e dos limites da democracia nas duas mais significativas Pólis (ou cidades-estados) da Grécia do período clássico, é correto afirmar que a educação nessas cidades era um mecanismo que visava formar