Leia atentamente o trecho retirado da peça teatral O demônio familiar, de José de Alencar.
EDUARDO: Por que, minha irmã? Todos devemos perdoar-nos mutuamente; todos somos culpados por havermos acreditado ou consentido no fato primeiro, que é a causa de tudo isto. O único inocente é aquele que não tem imputação, e que fez apenas uma travessura de criança, levado pelo instinto da amizade. Eu o corrijo, fazendo do autônomo homem; restituo-o a sociedade, porém expulso-o do seio de minha família e fecho-lhe para sempre a porta de minha casa. (A Pedro) Toma: é tua carta de liberdade, ela será a tua punição de hoje em diante, porque as tuas faltas recairão unicamente sobre ti; porque a moral e a lei te pedirão uma conta severa de tuas ações. Livre, sentirás a necessidade do trabalho honesto e apreciarás os nobres sentimentos que hoje não compreendes. (Pedro beija-lhe a mão)
AZEVEDO: Mas agora, por simples curiosidade, diz-me, Gamim, que interesse tinhas em desfazer o meu casamento?
PEDRO: Sr. moço Eduardo gosta de sinhá Henriqueta!
AZEVEDO: Ah!... bah!...
EDUARDO: Sim, meu amigo. Eu amo Henriqueta e para mim esse casamento seria uma desgraça; para o senhor era uma pequena questão de gosto e para seu pai um compromisso de honra. Hoje mesmo pretendia solver essa obrigação. Aqui está uma ordem sobre o Souto; O Sr. Vasconcelos nada lhe deve.
VASCONCELOS: Como? Fico então seu devedor?
EDUARDO: Essa dívida é o dote de sua filha.
HENRIQUETA: Oh! Que nobre coração!
EDUARDO: Quem mo deu?
HENRIQUETA: Sou eu que sinto orgulho em lhe pertencer, Eduardo.
(O demônio familiar, José de Alencar.)
Sobre a peça, é INCORRETA a alternativa: