Leia com atenção o excerto a seguir, retirado do capítulo XXI de “A Moreninha”, de Joaquim Manuel de Macedo (1998, p. 140-141).
“Em uma das ruas do jardim duas rolinhas mariscavam: mas, ao sentirem passos, voaram e pousando não longe, em um arbusto, começaram a beijar-se com ternura; e esta cena se passava aos olhos de Augusto e Carolina!...
Igual pensamento, talvez, brilhou em ambas aquelas almas, porque os olhares da menina e do moço se encontraram ao mesmo tempo e os olhos da virgem modestamente se abaixaram e em suas faces se acendeu um fogo, que era o do pejo. E o mancebo, apontando para ambos, disse:
Eles se amam!
E a menina murmurou apenas:
– São felizes!
– Pois acredita que em amor possa haver
felicidade?
– Às vezes.
– Acaso, já tem a senhora amado?
– Eu?!... e o senhor?
– Comecei a amar há poucos dias.
A virgem guardou o silêncio e o mancebo, depois
de alguns instantes, perguntou tremendo:
– E a senhora já ama também?
Novo silêncio; ela pareceu não ouvir, mas
suspirou. Ele falou menos baixo:
– Já ama também?
Ela abaixou ainda mais os olhos e com voz quase
extinta disse:
– Não... Não sei... talvez...”
Fonte: MACEDO, J. M. de. A Moreninha. 7. ed. São Paulo: FTD, 1998.
Quanto ao referido romance, é correto afirmar que