Leia com atenção o trecho a seguir.
Assim, pode-se ter como essencial da prática de fidelidade o estrito respeito das interdições e das obrigações nos próprios atos que se realizam. Mas pode-se também ter como essencial da fidelidade o domínio dos desejos, o combate obstinado que se tem contra eles, a força com a qual se sabe resistir às tentações: o que constitui, então, o conteúdo da fidelidade é essa vigilância e essa luta, os movimentos contraditórios da alma, muito mais que os próprios atos em sua efetivação, é que serão, nessas condições, a matéria da prática moral.
Michel Foucault. “O uso dos prazeres: moral e prática de si”. In: Danilo Marcondes. Textos básicos de ética. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008. p. 134.
Pode-se afirmar corretamente sobre o trecho anterior de Michel Foucault: