Leia estas estrofes, do poema “O véu” de Henriqueta Lisboa.
O véu
Os mortos estão deitados
E têm sobre o rosto um véu.
Um tênue véu sobre o rosto.
Nenhuma força os protege
Senão esse véu no rosto.
[...]
Reminiscência de outros véus,
de outras verônicas, de outras
máscaras. Símbolo, estigma.
Dos inumeráveis véus
que os vivos rompem ou aceitam,
resta para o morto, apenas,
um véu aderido ao rosto.
Entre a vida e a morte, um véu.
Nada mais do que um véu.
LISBOA, Henriqueta. Flor da Morte. Disponível em: . Acesso em: 3 set. 2019.
A morte, na temática de Henriqueta Lisboa, é onipresente, em uma atitude desafiadora e inconformada.
Com base na leitura dessas estrofes, o “véu” é um(a)